
A
CIDADE SUSPENSA
Talvez
esse tenha sido o projeto mais legal que eu já tenha participado!
Começamos
no primeiro mês de aula, e ele duraria até a última semana...
Todos
os professores fariam parte do projeto.
A
princípio ficamos um pouco desconfiados, afinal, um projeto com duração de um
ano, convenhamos! Só que não foi bem assim...
Nós
iríamos construir uma cidade, com tudo o que uma cidade tem, faríamos as nossas
regras, tomaríamos todas as decisões, seríamos os donos da cidade perfeita –
pelo menos era isso que nós achávamos.
Para
começar o trabalho, a professora apresentou duas áreas e nós teríamos que
escolher uma das duas para se tornar a futura cidade.
O
mapa trazia informações sobre o relevo, solo, clima e dimensões.
Teríamos que analisar as
duas propostas; poderíamos fazer até dez perguntas sobre as áreas antes de
tomarmos a decisão, para isso tínhamos uma semana.
Foi uma decisão difícil, e o
que mais pesou foi que uma das áreas era rica em minérios, mas escassa de água
potável, enquanto a outra tinha água à vontade, mas nada de riquezas abaixo da
terra.
No final, escolhemos a área
com maior quantidade de água – pelo menos sede ninguém teria!
Batizamos a nossa cidade de
Águas Puras – essa decisão foi mais fácil!
A próxima decisão foi ainda
mais difícil! Teríamos que dividir a área pelo número inicial de habitantes – a
turma, mas conseguimos!
A partir daí, começamos a
criar a nossa cidade.
Cada professor trazia novas
necessidades, que nós tínhamos que construir e resolver.
Aos poucos, a cidade foi
crescendo, trouxemos nossas famílias, amigos e profissionais que eram
importantes para o progresso, e junto com o crescimento mais necessidades e
problemas, que tínhamos que superar criativamente.
Era como um jogo de
videogame, só que real. Criamos tudo em uma grande maquete, que foi se
modificando ao longo do ano.
A cada modificação,
fotografávamos a maquete e no final fizemos uma exposição contando a história
de Águas Puras.
Vivemos cada escolha e suas
consequências – positivas ou negativas.
Fomos da geografia a filosofia.
E
sentimos muito, quando o final do ano chegou e tivemos que nos despedir de
Águas Puras, porque havia chegado a hora de nos mudarmos para uma nova série.
Por
que a chamei de Cidade Suspensa?
Porque
os professores acharam uma forma muito criativa para trabalharmos com aquela
enorme maquete, um ano inteiro...
Isso
mesmo, ela ficava suspensa no teto da nossa sala, e era baixada cada vez que
trabalhávamos com ela.
Quando ela estava suspensa, no que seria o
fundo dela, podíamos ver um lindo céu; o céu de Águas Puras.
Foi
uma quinta série inesquecível!
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