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Textos autorais para Teatro, Contos e Coletâneas voltados à Educação e Sensibilização do Ser
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segunda-feira, 20 de março de 2023
segunda-feira, 5 de abril de 2021
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 5 de junho de 2020
O dia
de hoje conta
O
tanto que já vivi
O
tempo do recomeço
Do
amanhecer que nasci
O
quanto que foi tropeço
E tudo
que aprendi
Ao
longo dessa jornada
Nos
sonhos do verso em canto
A cada
partida e chegada
No
sorriso e no pranto
Que
acordar novamente
É
renascer outra vez
E esse
é o grande presente
Porque
no aniversário da vida
Todo
dia é nascimento
Bendita
oportunidade
De
agradecer o momento
De se
fazer diferente
Olhar
pra dentro da gente
Pra
ver o lado de fora
E no
tempo do agora
Fazer
o bem que eu não fiz
Pra
que o mundo a minha volta
Seja
livre da revolta
E
assim seja mais feliz
Mas
também a morte
De
poucos que tem saída
De
muitos a quem o corte
É
feito com precisão
Pela
pele
Pelo bolso
Pela
ideia
Por
religião
Já não
há como não ver
O que
é bom
O que
é mau
O que
é pra poucos
E o
que é geral
Já não
há como negar
Que a
falta de empatia
Transforma
o belo em agonia
Coloca
em xeque a humanidade
Que
precisa escolher
Se vive a dor da maldade
Ou se pelo amor quer viver
Se vive a dor da maldade
Ou se pelo amor quer viver
Que me pede a vida
Pra repensar a forma,
o jeito, a lida
Que me relembra o
breve
Mas também o infinito
Que me detém à força
Pra me deixar mais
leve
Mais humano, mais
bonito
Que tempo é esse
Que me permite o
agora
Pra refazer o caminho
Propor uma nova hora
Que me convida pra
ser gente
Mais humano, mais
presente
Pra quando o amanhã
chegar
Eu já não seja só o
ter
Eu tenha tempo pra te
dar
Eu tenha tempo pra viver
Eu tenha tempo pra viver
Quisera
eu mudar
O
sentimento que machuca
O
pensamento corrosivo
O
jeito que aparenta
Pelo
amor que educa
Por um
novo pensar
Deixando
de aparentar
Para
finalmente ser
O que
só o ser livre é capaz de viver
Sem
pesos pra carregar
Porque
o amor é leve
Porque
no mundo, a vida é breve
Porque
ao voltar pra casa
Quero
levar a mudança
De
quem aprendeu
A
finalmente amar
Encontrar a si
É
encontrar o outro
Pois é
nele que eu vivo
E
vivo, sou capaz de amar
Sou
capaz de ser
De
sonhar
E
mesmo que seja em sonho
Porque
é no sonho que tudo começa
Viver
em um mundo
Onde a
humanidade desperta
Deixa
a porta aberta
E te
convida para entrar
Porque
sabe quem vai receber
Porque
sabe o que vai dar
Porque
sabe que nesse mundo
O amor
já não é comercial
É
vivo, é pleno, é real
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Sobre o que vamos
falar
Quando a cortina se
abrir
Quando a luz acender
Quando a plateia
voltar
Qual projeto vale a pena
Melodia ou poema
Que teremos pra
mostrar
Que resposta vamos
dar à vida
Ao reencontro e à
partida
Ao novo recomeçar
Que seja plena e sensível
Ao que se vê, ao
invisível
Simplesmente incrível
Como a arte de amar
terça-feira, 12 de maio de 2020
Hoje o poeta cala
E no silêncio
transborda
No pranto da mais
pura fala
No sono de quem não
acorda
Hoje o poeta cala
Porque calado sua voz
Expressa a dor que
abala
Sentida por todos nós
Hoje o poeta cala
Pra que se possa
ouvir
Aquilo que vem de
dentro
E que nos faz
refletir
Quero ser aquele que
fere,
Ou aquele que vai se
ferir?
Hoje o poeta cala
Pra que eu possa
escolher
Entre a espada e a
cruz
Entre a sombra e a
luz
Qual dos dois é viver
sexta-feira, 8 de maio de 2020
O meu amor
Na parcela ou
debitado
É medido pelo custo
No valor do que é
justo
E do quanto eu posso
dar
E nessa barganha
afetiva
Que define o valor
Do quanto a gente se
ama
Do que representa o
amor
Às vezes a gente
esquece
De agradecer numa
prece
Obrigado, Senhor!
Pelo simples, pelo
belo
Pelo aconchego
materno
Por me fazer entender
Que a maior gratidão
Não tá no pacote bem
feito
Tá no dia a dia, no
jeito
De como se faz a
entrega
Do presente que se
carrega
Guardado dentro do
peito
Qual presente é mais importante:
Uma pérola ou um barbante?
Como se faz pra medir
O tamanho de um sentimento,
Aquilo que tá por dentro
E que nos leva a sentir?
Como expressar gratidão
E o quanto eu tenho apreço
Se o tanto que agradeço
Está ligado a um cifrão?
Quanto custa pra mostrar,
Qual o preço do amar,
Qual de fato é o valor?
O que tá na etiqueta
Ou o que tá no amor?
Divididos pelas cores
Na disputa pelo ter
Por quantia, por querer
Esquecemos de olhar pra frente
Esquecemos de ser gente
Esquecemos de apenas ser
Deixamos de caminhar
Pelo peso acumulado
Com aquele que tá do lado
Pronto pra ajudar
E nessa parada cardíaca
Estacionado em nós mesmos
Mais longe fica a chegada
E só a dureza da estrada
Pra nos fazer entender
Que o segredo de viver
É amar, antes de ser amado
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