Por que a religião distancia as pessoas?
Talvez porque as pessoas não compreendam qual o verdadeiro significado dessa palavra!
Felizmente
a professora Carla sabia, e sabia muito!
O
trabalho era comum: fomos divididos em grupos e cada um ficou com uma religião,
para pesquisar sobre seus princípios, filosofia, dogmas, essas coisas; depois
apresentações.
Depois
que todos apresentaram, veio a segunda parte: montar um quadro com pontos em
comum e divergências.
Deu
um pouco de trabalho, mas a turma conseguiu, e quando estava pronto,
descobrimos junto com a professora, que uma coisa todas tinham em comum: o
amor.
Todas
falavam do seu jeito sobre amor a Deus e ao próximo.
Se
a religião serve para religar o homem a um Ser supremo, não deveria separar os
homens, só porque entendem esse Ser de maneiras diferentes!
Se
todas falam de amor, porque brigamos tanto?
A
próxima etapa do trabalho era cada grupo encontrar uma ONG ou projeto, em que o
elo de ligação entre as pessoas fosse o Amor, que unisse pessoas de diferentes
religiões, nacionalidades, etnias, mas que falassem uma única língua: Amor!
Descobrimos
muitos projetos espalhados pelo mundo, levando àqueles que mais precisam, a
ajuda que só o verdadeiro amor é capaz de dar.
Descobrimos
que na nossa sala também existem muitas formas de entender Deus, e entendemos
que se falarmos essa língua, não importa nossa religião, mas sim o bem que
juntos podemos fazer.
Por
isso, decidimos coletivamente nos associar a um dos projetos que conhecemos e
fizemos, para crianças da África, capas para os seus cadernos; ficaram lindas!
Junto, escrevemos uma carta para elas, e passamos a divulgar o projeto, para
que outros possam participar.
Muitos de nós seguimos juntos nesse trabalho
nos anos seguintes.
Eu,
continuo divulgando e participando do projeto que, para mim, traz no nome o
verdadeiro significado da palavra amor: Fraternidade Sem Fronteiras.
“Amem
o mundo e as pessoas que nele vivem, independente da religião que cada um
tenha, pois só assim seremos felizes!”, palavras da professora Carla, que trago
comigo ainda hoje e que pretendo nunca esquecer.

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