“Muitas vezes me pego olhando para
aqueles rostinhos a minha frente e fico pensando em como será o futuro de cada
um, suas alegrias, tristezas, sucessos e decepções, quem vai fazer o que, e no
que eu terei interferido ou influenciado em cada escolha.
Serei a professora que passou
despercebida?
Que marcas deixarei?
Às vezes quero não pensar nisso, mas
como não pensar, quando lidamos diretamente com pessoas, pelas quais somos
responsáveis, mesmo que por uma pequena parcela, por aquilo que elas serão e
farão?
Por isso, me esforço para ser
inspiração.
Quero que saibam e sintam que sou
honesta comigo mesma, porque só assim posso ser honesta com os outros.
Quero que percebam que realização profissional
é fazer o que se gosta, e eu faço o que gosto.
Quero sempre mais que o mínimo,
porque merecemos o máximo.
Quero não desperdiçar o tempo, quero
viver o presente, na esperança de que o agora vai estar no amanhã.
Quero poder olhar nos olhos com
sinceridade.
Quero poder olhar para trás e dizer
“faria tudo de novo”.
Quero
não apenas ser professora, quero ser Inesquecível!”
Minha vó escreveu esse texto após a ansiedade
natural de quem iniciava uma caminhada – quinze dias depois de ter assumido sua
primeira turma – para lembrar por que escolheu ser professora.
Ao longo de 40 anos, ele foi a voz
daquela menina cheia de vida, sonhos e desejos.
Voz que também acompanha minha mãe,
e que agora também me acompanhará, porque assim como a vó Marcia e minha mãe,
eu também quero ser mais do que professora, quero ser... Inesquecível!

Nenhum comentário:
Postar um comentário