CONTATÓRIA IMERSIVA
Qual
o verdadeiro combustível que alimenta um contador, ou no meu caso, uma
contadora?
Antes
do projeto Primeira Fila, eu achava que era o grande público, mas descobri que
a energia que eu buscava, nunca esteve na quantidade.
Assim,
ao me reaproximar de cada criança, pude me redescobrir como Contadora.
Mas eu sentia que ainda faltava alguma coisa,
e a resposta veio no final de uma contação, quando aquela mãozinha subiu,
acompanhada de todas as emoções que era capaz de representar.
-
Moça!
-
Pode falar, amiguinho!
-
É verdade que os Contadores têm poderes mágicos?
Saia
justa, mas vamos entrar na brincadeira.
-
Os verdadeiros Contadores possuem um grande poder.
-
Qual?
-
De encantar aqueles que ouvem suas histórias.
-
O que mais?
Adorei
esse garoto!
-
Também são capazes de levar as crianças para dentro das histórias.
-
Como?
-
Através da imaginação! Mas essa é outra história...
Hora
de encerrar a sessão.
Nos
despedimos. O garoto foi o último a me abraçar...
-
Dá próxima vez, leva a gente pra dentro da história, não só na imaginação, eu
sei que você pode.
- Prometo que vou pensar no assunto.
-
Mas faz isso antes de eu crescer!
-
Como é seu nome?
-
Eduardo.
-
Vou fazer o possível! Te vejo na próxima história.
Assim
nasceu “Eduardo, o menino que queria entrar na história”, e junto com essa
história, o projeto Contatória Imersiva, uma vivência lúdico sensorial, em que
a história é contada dentro de um cenário fechado, 3D.
Para
essa primeira experiência, construí uma cúpula retrátil, que em determinado
momento da narrativa era fechada, transportando todos para dentro da história.
A
estreia do trabalho foi na escola do Eduardo, que no final da contação me
abraçou longamente e falou no meu ouvido:
-
Foi demais!
Adorei
aquele garoto!

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